O que as Startups pensam sobre investir em Portugal

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A facilidade da língua, a possibilidade de “porta de entrada” para o mercado europeu, a relação de irmandade, os incentivos fiscais e tecnológicos são alguns dos atrativos que estão chamando a atenção de investidores e empreendedores brasileiros para Portugal. Prova disso é que cerca de 60 mil pessoas circularam pela Web Summit 2017 e destacaram o cenário inovador no país.

Para Samuel Lima, CEO da Delfos, empresa criada para levar inteligência artificial no setor de energia, Lisboa é um polo tecnológico muito interessante e muito próximo do Brasil, além de um caminho certeiro para se chegar ao mercado na Europa.

Rafaella Albuquerque é outra empreendedora que circulou pela Web Summit 2017 com sua startup, a Shipper, uma plataforma para o mercado imobiliário que torna a procura por imóveis mais humanizada e personalizada. “Eu vim para conhecer o mercado português e ver como posso oferecer o produto aqui, conhecer investidores e outras startups que estejam no mercado imobiliário. Lisboa tem um ecossistema empresarial forte e pungente, Portugal e Brasil podem se relacionar muito bem dentro dessa perspectiva. O mercado brasileiro e o mercado português já se conectaram”.

Pablo Arteaga passou 20 anos na área da publicidade e agora decidiu empreender com a criação da Milagro, uma empresa que torna a produção de peças de Marketing e a logística delas mais simplificada. “O Web Summit é um tesouro que Portugal ganhou e deve preservar, não sei se as pessoas têm noção da qualidade das pessoas que estão visitando Lisboa e não é só pela comida maravilhosa, mas pelo cenário que estão construindo. Portugal é um lugar muito amigável para empresas brasileiras virem se expor para a Europa, isso já é uma grande oportunidade. Qualquer brasileiro se sente muito bem aqui. Tem muita gente boa no Brasil olhando Portugal como uma ponte para fazer negócios com o mundo”.

Luís Felipe Felgueiras, economista com pós-graduação em Marketing, foi na Web Summit lançar um novo sistema de gestão de sua startup, a MXM Sistemas. “A gente quer expandir em Portugal. O governo português está investindo muito para trazer empresas para cá para desenvolver a cultura local. Tem muitas startups sendo criadas porque a barreira de língua não existe entre nossos países, isso facilitou muito”.

Luís Arsénio é um português que decidiu investir no Brasil e agora pretende expandir para Portugal. Ele é fundador e CEO do Clube Greens, um marketplace online de produtos saudáveis. “Cada vez mais nós estamos a ver mais português investindo no Brasil e mais brasileiros investindo em Portugal. Nosso investimento inicial é brasileiro, mas queremos crescer também na Europa”.

Fhabyo Matesick fundou a Moments.surf, uma startup que liga surfistas e fotógrafos. Ele também esteve na Web Summit e enxerga Portugal como um lugar propício para o crescimento de sua empresa. “Portugal está vivo, está pujante. Eu vejo imensas oportunidades entre Portugal e Brasil. Acredito que existe uma possibilidade de brasileiros atuarem em Portugal e empresas portuguesas irem para o Brasil”.

Cassia Teles é fundadora e CEO da Denário, um aplicativo de doações que aproxima doadores a instituições como igrejas, ONGs ou que ofereçam algum tipo de ajuda social. Ela vê similaridades entre as culturas brasileiras e portuguesas e acredita que esse é mais um fator que aproxima os investimentos nos países. “Portugal e Brasil possuem uma relação muito sólida e a facilidade da língua é uma atenuante. Temos a mesma solidariedade e a mesma acolhida”.

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